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Texto: Tom Cabeen*
Tradução: A. V. Roquette
O Começo da Era Cristã
A chegada de Jesus representou o aparecimento de um novo porta-voz e não
um novo canal de comunicação entre Deus e os homens. Hebreus
1:2 diz: "no fim destes dias nos falou por intermédio dum Filho,
a quem designou herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez os sistemas
de coisas." Haveria Jesus de estabelecer uma organização
visível para representar seus interesses na terra ou será que
cada cristão seria um "embaixador substituindo a Cristo"?
-- 2 Coríntios 5:20
Quando Jesus encorajou os apóstolos a serem vigilantes, "Pedro
perguntou: 'Senhor, estás contando esta parábola a nós
ou a todos?' O Senhor respondeu: 'Quem, então, é o administrador
fiel e sábio a quem o amo colocou sobre seus servos, a fim de dar-lhes
a porção de alimento no tempo apropriado? Será bom que
aquele servo seja encontrado fazendo assim quando seu amo voltar. Em verdade
vos digo, ele o colocará sobre todos os seus bens.'" Então,
Jesus mostrou que havia diversas possibilidades para os escravos desobedientes.
Ele concluiu: "Aquele servo que conhece a vontade de seu amo e não
se aprontar ou não fizer aquilo que seu mestre deseja receberá
muitos golpes. Mas aquele que não conhece e pratica coisas que merecem
a punição receberá poucos golpes. A todo aquele que muito
foi dado, desse muito será exigido e a todo aquele a quem muito foi
confiado muito mais se lhe será exigido." -- Lucas 12:41-48, NIV.
A Sociedade Torre de Vigia usa essa pergunta de retórica que Jesus
fez, de acordo com a passagem paralela em Mateus 24:44-51, como a base para
assumirem a responsabilidade "do [um e único] escravo fiel e discreto"
a cargo de "todos os pertences [do Amo]." Contudo, é difícil
aceitar a idéia de que essa parábola se refira a múltiplas
organizações religiosas, cada uma com certa medida de responsabilidade,
maior ou menor, baseada no que cada uma delas fez com o conhecimento que obtiveram.
Só faz sentido se entendermos essa parábola como uma exortação
aos cristãos individuais para que fiquem constantemente atentos à
importância de demonstrarem uma conduta correta para com outros, especialmente
para com aqueles que professam ser cristãos, mantendo sempre em mente
o fato de que um dia todos terão que se reportar a um Amo maior.
Será Que os Apóstolos Formavam um "Corpo Governante"?
Se fosse da intenção de Jesus estabelecer um "canal de
comunicação" por meio do qual seria revelado um crescente
entendimento das Escrituras, certamente que os apóstolos seriam aqueles
a quem se revelaria essa "nova luz". No entanto, o registro mostra
que isso não foi o caso. Alguns dos apóstolos são mencionados
nos registros inspirados, durante o crescimento do Cristianismo. Porém,
apenas três deles escreveram parte da Bíblia: Mateus, Pedro e
João. Outros dentre os doze não figuraram tão proeminentemente
assim durante o crescimento e disseminação do Cristianismo como
o fizeram, por exemplo, Paulo e Barnabé, Silas e Timóteo. Além
disso, a maior parte das Escrituras Gregas foi escrita por pessoas que não
faziam parte dos doze apóstolos, mais notavelmente, Paulo, também
Marcos, Lucas, Tiago e Judas.
A vida, a morte e a ressurreição de Jesus cumpriram muitas profecias
que, de certo modo, não foram preditas pelos líderes religiosos
dos dias dos apóstolos. Os cristãos precisavam de ajuda para
entender tais profecias. Como foi revelada aos primitivos cristãos
a verdade a respeito do papel de Jesus como o Messias? De acordo com Lucas
24:13-35, no mesmo dia em que foi ressuscitado, Jesus apareceu a dois discípulos
na estrada para Emaús, a saber, Cléopas e, possivelmente, sua
esposa. "Começando com Moisés e todos os Profetas, ele
lhes explicou" [não aos onze] "o que havia sido dito em todas
as Escrituras acerca dele próprio." (NIV) Essa inteira explanação
de como as profecias hebraicas se aplicavam a Jesus foi um exemplo notável
de revelação divina. Depois desse encontro, Jesus partilhou
com eles uma refeição e partiu. Em seguida, retornaram a Jerusalém,
encontraram os onze apóstolos e lhes contaram tudo sobre o encontro
com Jesus. Enquanto falavam, Jesus apareceu a todos os que se encontravam
reunidos.
Antes de sua ascensão para o céu, Jesus indicou aos onze que
ele já havia recebido a autoridade de ser incumbido pessoalmente de
tudo: "Toda a autoridade me tem sido dada no céu e na terra. Ide,
portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações,
batizando-as no nome do Pai, do Filho e do espírito santo, ensinando-as
a obedecer todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos
os dias até a conclusão do sistema de coisas." -- Mateus
28:18-20
Antes de sua morte, Jesus disse a seus discípulos que enviaria o paracleto,
um ajudador ou conselheiro que tomaria seu lugar na terra depois que ele retornasse
ao céu: "E pedirei ao Pai e ele vos dará um outro Conselheiro
para estar convosco para sempre -- o Espírito da verdade. Vós
o conhecei, pois ele habita em vós e estará em vós."
(João 14:16, 17, NIV) Ao falar mais tarde sobre a obra do espírito
santo, Jesus continuou: "Mas quando chegar a vós o Espírito
da verdade, ele vos guiará a toda a verdade. Ele não falará
de sua própria iniciativa; ele falará apenas o que ele ouvir
e ele vos dirá o que ainda há de acontecer. Ele dará
glória a mim por receber aquilo que é meu e o tornará
conhecido a vós." -- João 16:13-15, NIV.
Haveria o espírito santo de simplesmente trabalhar por um curto período
de tempo, mais ou menos o equivalente a uma geração, depois
do início da congregação cristã, até que
Jesus pudesse organizar a recém formada igreja com o objetivo de que
ela devesse assumir a responsabilidade do espírito santo, isto é,
alimentar os discípulos, "levando-os a toda a verdade" e
ao mesmo tempo falando em nome de Jesus? Não. Jesus disse que o espírito
estaria com eles "para sempre", sem que houvesse qualquer necessidade
de uma substituição.
Considerando que, após sua ressurreição, Jesus estaria
em constante contato com seus discípulos por meio do espírito
santo, não havia qualquer necessidade para que ele os encorajasse a
aguardar o desenvolvimento de qualquer grupo centralizado, composto por representantes
humanos que seriam a fonte de liderança ou de direcionamento. Não
houve qualquer intenção de Jesus de indicar outra coisa quando
disse: "... onde há dois ou três ajuntados em meu nome,
ali estou eu no meio deles." -- Mateus 18:20.
O "Concílio" de Jerusalém -- "Fonte de
Nova Luz"?
A Sociedade Torre de Vigia sugere que os anciãos da congregação
de Jerusalém, a cidade de onde o evangelho começou a se espalhar
por todo o mundo, tinham uma função bem parecida com a do corpo
governante das Testemunhas de Jeová que toma decisões sobre
assuntos de importância para outras congregações e age
como uma fonte de crescente entendimento da verdade. A Sociedade declara que
os anciãos em Jerusalém estavam agindo nessa função
quando surgiu uma questão que envolvia a circuncisão. É
isso o que ensina a Bíblia? Qual era o papel da congregação
em Jerusalém e como o próprio Jesus e o espírito santo
agiram no tocante à abordagem e à solução daquele
problema? Examinemos o registro de Atos 15:1-35 e Gálatas 2:1-14.
De acordo com o livro de Atos, o problema surgiu quando alguns homens vieram
de Jerusalém ("da parte de Tiago", veja Gálatas 2:12)
para a Antioquia e começaram a ensinar algo novo, algo que Paulo não
havia ensinado àqueles gentios crentes. Qual era essa "nova verdade"
de Jerusalém? Disseram: "A menos que sejais circuncidados, segundo
o costume de Moisés, não podeis ser salvos." Isso conflitava
frontalmente com o que o próprio Jesus havia revelado a Paulo, a saber,
que era apenas por intermédio da fé que alguém poderia
ser salvo. Paulo argumentou fortemente contra esse "novo ensino".
Mas, os homens de Jerusalém insistiam que eles estavam certos, de modo
que Paulo e Barnabé subiram até Jerusalém para "discutir
o problema com os apóstolos e os anciãos". O registro de
Paulo na carta aos Gálatas mostra que ele subiu a Jerusalém
porque havia sido ordenado pelo próprio Senhor, "em virtude de
uma revelação". Com efeito, alguns cristãos judeus
realmente já começavam a acreditar que a circuncisão
era necessária para a salvação.
O relato que Paulo fez à congregação na Galácia
a respeito dessa situação mostra que ele se reuniu em particular
com "aqueles que pareciam ser alguma coisa" na congregação,
os anciãos proeminentes. Ele "pôs diante deles o Evangelho
que [ele pregava] entre os gentios e não cedeu nem por um instante."
Aqueles homens piedosos, sob a liderança do espírito santo,
reconheceram que estavam errados, aceitaram a correção dada
por Cristo, através de Paulo, e se dirigiram aos outros anciãos,
dessa feita numa reunião maior, sob a liderança do espírito
santo, de modo que todos chegaram a um entendimento correto. PosteriormO relato
que Paulo fez à congregação na Galácia a respeito
dessa situação mostra que ele se reuniu em particular com "aqueles
que pareciam ser alguma coisa" na congregação, os anciãos
proeminentes. Ele "pôs diante deles o Evangelho que [ele pregava]
entre os gentios e não cedeu nem por um instante." Aqueles homens
piedosos, sob a liderança do espírito santo, reconheceram que
estavam errados, ace itaram a correção dada por Cristo, através
de Paulo, e se dirigiram aos outros anciãos, dessa feita numa reunião
maior, sob a liderança do espírito santo, de modo que todos
chegaram a um entendimento correto. Posteriormente, escreveram uma carta pedindo
desculpas, dirigida especialmente aos gentios da Antioquia, na qual sugeriram
algumas coisas que eles deveriam evitar, a fim de contribuir para a paz entre
os judeus e os gentios, bem como para a própria saúde e prosperidade
deles.[3]
É evidente que não se chegou a nenhum entendimento novo naquela
reunião. Os anciãos em Jerusalém foram corrigidos, em
vez de darem correção. Esse registro não fornece qualquer
evidência de que havia um "corpo governante" composto de homens
em Jerusalém que elaboravam leis e regras que deveriam ser repassadas
a todos os cristãos. Na verdade, o caso era exatamente o oposto. A
evidência mostra nitidamente que o espírito de Deus agiu por
meio de pessoas específicas com a finalidade de livrar a congregação
cristã do erro.
O Espírito de Deus Trabalha Junto com os Primitivos Cristãos
Jesus disse a seus discípulos que eles deveriam permanecer em Jerusalém
até que fossem "revestidos com o poder de cima". (Lucas 24:49)
Isso ocorreu em Pentecostes. Pedro falou naquela ocasião, aplicando
as palavras da profecia de Joel ao que estava acontecendo. Essa profecia,
que deveria se cumprir durante toda a era cristã, incluía o
seguinte: "derramarei do meu espírito sobre toda sorte de carne,
e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, e os vossos jovens terão
visões e os vossos anciãos terão sonhos; e até
mesmo sobre os meus escravos e sobre as minhas escravas derramarei naqueles
dias do meu espírito, e eles profetizarão." (Atos 2:17,
18) Essa profecia dava conta de que Deus, através do espírito
santo, iria se comunicar com os cristãos da mesmíssima maneira
como havia feito durante as eras pré-cristãs, diretamente, por
meio de visões, sonhos e através de profetas. Mostra o registro
bíblico que isso realmente aconteceu?
O livro de Atos está repleto de relatos que ilustram claramente o cumprimento
da profecia de Joel. Nele encontramos uma efetiva e pessoal ação
de Cristo, bem como do espírito santo, de anjos, visões e sonhos
durante os primórdios da congregação cristã. Podemos
incluir nisso a conversão de novos crentes, a expansão da congregação,
selecionar e enviar apóstolos e missionários, manter a congregação
livre da corrupção advinda da falsidade, encorajar e dar ajuda
aos cristãos em épocas de aflição e provas, além
de orientar a preservação de todas as informações
fundamentais que os cristãos haveriam de precisar nos séculos
vindouros, isto é, as Escrituras Cristãs. Jesus e o espírito
santo estiveram envolvidos em orientar e dirigir, praticamente, todo o crescimento
do Cristianismo.
Considere o caso de Filipe e o Etíope. Felipe estava pregando em Samaria.
Um anjo foi enviado até ele na estrada que ia de Jerusalém a
Gaza. Durante a viagem, ele encontrou um eunuco etíope. O espirito
enviou Felipe até a carruagem do eunuco. Depois que Felipe o batizou,
o espírito de Deus levou Felipe embora. -- Atos 8:36, 39, 40.
Considere Cornélio, um homem devoto e temente a Deus. Ele teve uma
visão de um anjo de Deus que havia lhe dito para enviar homens a Jopa
a fim de chamar a Pedro. Nesse ínterim, Pedro, ao estar orando no terraço,
caiu em transe e ouviu uma voz dizer-lhe que as coisas anteriormente consideradas
impuras agora eram puras. O espírito contou-lhe a respeito dos homens
enviados por Cornélio. Chegando à casa de Cornélio, Pedro
prega o Evangelho a um enorme grupo de pessoas que se tornam cristãos.
-- Atos 10:1-46.
O próprio Jesus converteu Saulo. (Atos 9:3-6, 15) Saulo (Paulo), sob
a influência do espírito santo, tornou-se alguém de destaque
entre os apóstolos por levar a mensagem cristã aos povos judeus.
Ele fundou diversas congregações. Quem o autorizou a agir dessa
forma? Teria sido a congregação em Jerusalém ou mesmo
a congregação em Antioquia da qual ele havia partido para suas
viagens missionárias? Não. Saulo e Barnabé foram designados
e enviados como missionários sob a direta orientação
do espírito santo. -- Atos 13:1-4.
O registro mostra que as pessoas a quem Paulo pregava eram orientadas a se
dirigir ao próprio Cristo em busca de orientação em vez
de recorrer a qualquer grupo de anciãos, em Jerusalém ou em
qualquer outro lugar. Quando Paulo falou a um carcereiro em Filipos, ele simplesmente
falou a palavra de Deus ao homem e a "todos na casa daquele" logo
depois de sua milagrosa libertação, algum tempo depois da meia-noite.
Antes do amanhecer, o carcereiro e toda a sua família (provavelmente
também os filhos e servos) foram batizados. Será que Paulo dirigiu
a atenção deles para uma congregação local, a
fim de que terminassem seu "treinamento"? Não, pois não
havia qualquer congregação ali, apenas um outro recém
convertido, uma mulher de nome Lídia. -- Atos 16:30-34.
Inúmeros outros exemplos poderiam ser citados, mas a mensagem é
clara: O próprio Jesus Cristo, junto com o espírito santo, em
vez de qualquer homem ou grupo de homens, foram os que desempenharam o papel
mais ativo na liderança dos primitivos cristãos. Foi o espírito
santo quem orientou Paulo e seus companheiros durante suas viagens missionárias
(Atos 16:6-10; 18:9-11; 20:22, 23; 21:4), livrou-os dos perigos, inspirou-os
a escrever cartas às congregações que haviam sido fundadas
pelo esforço deles, além de ter feito a designação
de superintendentes. -- Atos 20:28; 32, 33.
Assim como os Israelitas, os cristãos também têm como
distinguir entre o verdadeiro e o falso profeta e seus ensinos. Ao abordar
esse assunto, o apóstolo João não sugeriu que deveria
haver qualquer processo de aprovação. Pelo contrário,
ele disse que deveríamos provar "as expressões inspiradas"
("espíritos", NIV). "Toda expressão inspirada
que confessa a Jesus Cristo como tendo vindo na carne origina-se de Deus,
mas toda expressão inspirada que não confessa a Jesus não
se origina de Deus. Além disso, esta é a expressão do
anticristo que ouvistes que virá e agora já está no mundo."
(1 João 4:1-3) João não focalizou sua atenção
na fonte da profecia ou no comportamento do profeta como critério para
julgar o espírito ou a intenção das mensagens que, alegadamente,
vinham de Deus. Ao contrário, a profecia é julgada por aquilo
que ela enfoca. Se a atenção é no Cristo e em sua obra
de redenção, ela vem de Deus. Se não, ela vem do anticristo.
Compare com Revelação 19:10.
Será Que Deus se Relaciona com as Pessoas Individualmente e
Com Uma Organização?
Em vista da surpreendente evidência de que Deus sempre transmitiu sua
vontade por meio de pessoas, alguém poderia perguntar: Seria possível
Deus transmitir certas coisas a nós, individualmente, e outras coisas
por meio de uma organização aprovada que agisse como um profeta?
Esse conceito se baseia na idéia de que uma organização
pode agir como se fosse uma pessoa. A associação com uma organização
pode influenciar seus membros a copiar os pontos de vista de seus líderes
e passar a se expressar assim como eles fazem ou a agir da mesma forma como
agem. É como se a organização tivesse sua própria
"mente". Mas, esse não é o caso. Uma organização
não tem a capacidade de ter pensamentos, sentimentos ou opiniões
independentes. Ela nunca será uma entidade separada assim como o é
uma pessoa.
As organizações são formadas quando determinadas pessoas
desejam canalizar seus esforços, a fim de exercer uma atividade, atingir
um objetivo ou para desenvolver um companheirismo. A organização
pode ser pequena ou grande, forte ou fraca. Os membros do grupo podem registar
uma sociedade civil, a fim de poder administrar os negócios da sociedade.
Podem designar líderes ou porta-vozes para o grupo, além de
incumbir diversos membros de atividades específicas. Podem estabelecer
regras de conduta e métodos operacionais a ser seguidos, à medida
que prosseguem atingindo seus objetivos. Porém, embora seja comum falar
de uma organização como se ela estivesse conseguindo realizar
algo, nenhuma atividade atribuída a uma organização constitui,
na realidade, algo feito independentemente dos membros individuais, quer estejam
atuando em separado ou em conjunto. Qualquer pensamento ou ação
provém de uma pessoa. Se desconsiderarmos os membros, uma organização
se torna, absolutamente, incapaz de gerar, transmitir ou executar idéias.
Isso significa que qualquer informação que emane "da organização",
na realidade, vem de uma pessoa, mesmo que aquele membro esteja sinceramente
tentando falar no nome do grupo. É por isso que, às vezes, é
tão difícil para algumas Testemunhas determinar qual é,
verdadeiramente, o ponto de vista da Sociedade em determinados assuntos, uma
vez que as orientações escritas ou verbais podem ser contraditórias.
Isso se dá porque tais orientações refletem os diferentes
pontos de vista das diferentes pessoas que produzem as informações.
Uma organização simplesmente cria meios para se atingir um objetivo.
Ela não tem ponto de vista ou sentimentos. Ela não pode agir
certo ou errado. Uma organização não pode, de forma alguma,
fazer qualquer coisa de sua própria vontade. Somente pessoas podem
fazer coisas. E somente uma pessoa pode ter uma relação com
Deus (ou com qualquer outra pessoa).
Após a Segunda Guerra Mundial, a organização dos nazistas
nunca foi julgada por seus crimes de guerra. Mas as pessoas que estavam associadas
com ela sim. Uma organização não pode cometer crimes
e nem ser responsabilizada por eles. A ela não pode ser imputada qualquer
culpa. Mas, as pessoas sim. É por isso que Jesus, referindo-se à
sua chegada em glória, disse que "separará uns dos outros
assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos." Prosseguindo, ele
mostrou que faria um julgamento baseado no comportamento da pessoa e não
em quanto a pessoa havia sido cegamente fiel às regras ou crenças
de uma organização. -- Mateus 25:31-46.
Não quero dizer com isso que as organizações estão
erradas ou que são más em si mesmas. Mas têm de ser encaradas
pelo que são e pelo que não são.
O Que é Uma Organização?
A palavra em português para "organização" vem
da palavra grega organon que significa um implemento, um instrumento ou uma
ferramenta. De modo que uma organização significa mais do que
um grupo de pessoas. Assim como se dá com as ferramentas ou instrumentos,
as organizações são formadas para cumprirem determinados
propósitos ou para exercerem certa influência sobre algum grupo
que esteja fora da organização em si mesma. O termo está
sempre ligado aos negócios, às atividades políticas e
aos movimentos trabalhistas, sendo que todos eles derivam sua força
dos recursos coletivos de diversas pessoas e utilizam essa força para
atingir determinados alvos que, de outra forma, seriam impossíveis
de ser conseguidos através de uma só pessoa.
Uma concordância irá mostrar que a palavra organon nunca aparece
na Bíblia, nem tampouco o conceito que ela contém. As palavras
hebraicas traduzidas por "ferramenta" ou "implemento"
são literais, ao passo que esses termos nunca foram usados nas Escrituras
para se referir, coletivamente, a adoradores aprovados por Deus. Ao contrário,
a Bíblia fala dos cristãos como uma "congregação",
"igreja" ou "corpo", cuja razão de existir reside
no próprio corpo. Embora possam influenciar os que estão fora
do corpo, os verdadeiros cristãos vivem para Jesus Cristo e em função
dele, que é a cabeça do corpo. As Escrituras Gregas enfatizam
vez após vez a intensa relação que existe entre o crente
individual e Jesus.
Em contraste com a referência bíblica de um corpo de crentes,
o conceito de uma "organização visível" usada
por Deus como ferramenta ou instrumento para realizar sua obra tal como pregar,
anunciar os julgamentos e qualquer outra atividade é amplamente enfatizado
nas publicações da Sociedade Torre de Vigia. Nesse conceito
está inserida uma característica que encontramos no mundo dos
negócios, na política e nas organizações trabalhistas:
um pequeno grupo de líderes autorizados a promover orientações
e decisões a favor dos outros membros do grupo que, por sua vez, devem
obedecer sem argumentar ou sem queixar. E como sempre acontece nos caso dos
negócios, política e nos sindicatos, a lealdade à organização
torna-se um conceito fundamental. Num ambiente assim, a consciência
pessoal e o julgamento individual são menos importantes do que a "unidade"
(na verdade, uniformidade), pois, a menos que a liderança da organização
seja obedecida, não há organização.
Isso significa que a única autoridade que uma organização
tem reside nas mentes das pessoas que obedecem às regras e normas organizacionais.
(Compare com Romanos 6:16.) A obediência às diretrizes dadas
pelos representantes de uma organização pode ser entendida como
sendo obediência à organização. Mas esse não
é um fato. Trata-se simplesmente de uma obediência às
vontades dos indivíduos que elaboraram as diretrizes. Uma organização
não tem vontade própria porque organizações não
são personalidades ou entidades com desejo, intelecto ou capacidade
independentes. É fácil perder de vista esse simples fato quando
somos confrontados com a evidência da possibilidade de se conseguir
estrondosas consecuções quando as pessoas canalizam seus esforços.
Contudo, prédios enormes e quaisquer outras consecuções
materiais não impressionam a Deus e nem necessariamente indicam seu
favor ou bênçãos. -- Gênesis 11:6.
Não devíamos nos intimidar ou nos deixar ser enganados quando
os líderes de uma organização religiosa apontam para
as marcas visíveis de "sucesso" como se fossem um indicador
de que Deus os tem abençoado ou esteja apoiando seu trabalho. Os recursos
e as habilidades de Deus são, absolutamente, ilimitados. Ele não
tem qualquer necessidade de edifícios, parques gráficos, apoio
financeiro ou qualquer outro tipo de estrutura organizacional com os quais
pudesse multiplicar seus recursos, como se existissem coisas que Ele mesmo
não fosse capaz de realizar. Deus não tem nenhuma das limitações
associadas a qualquer organização. Por exemplo, as regras e
as diretrizes organizacionais que possam parecer as melhores para se governar
o grupo podem se tornar injustas para determinados membros dentro do grupo.
Por outro lado, Deus pode dar orientação personalizada a cada
um. Podemos confiar em que nosso Pai celestial conhece nossas necessidades
individuais e Ele irá nos prover tais necessidades da melhor maneira.
--
Mateus.6:31-33; 1 João 5:13-15, 20.
"Vinde a Mim"
Nos séculos que se seguiram à morte dos apóstolos, muitas
organizações religiosas foram formadas, geralmente com boas
intenções, com o objetivo de prover companheirismo, livramento
da perseguição e numa tentativa de proteger os crentes dos falsos
ensinamentos. No entanto, com o passar do tempo, os fundadores originais morrem
e a adesão ao grupo cresce. Mais cedo ou mais tarde, alguns membros
influentes da organização poderão perder de vista o propósito
original que levou à formação da associação
ou organização. Por falta de fé na capacidade de Jesus
de satisfazer as necessidades de seus discípulos ou, talvez, levados
por um senso de responsabilidade ou por oportunidades de ganho financeiro,
poder ou prestígio, eles passam a se esconder atrás dos grandiosos
objetivos declarados pela organização e começam a manobrar
as coisas de tal forma a exercer mais controle sobre os outros. As terríveis
conseqüências que finalmente resultam da continuidade desse processo
estão escritas com lágrimas e sangue nas páginas da história.
Os líderes de tais organizações podem afirmar que representam
a Cristo e começam a insistir que têm autoridade para falar no
nome dele. Por declararem que detêm o direito de interpretar a Bíblia,
expulsam qualquer um que discordar de suas interpretações. Substituem
a pura mensagem da Bíblia por seus próprios pontos de vista
e, com isso, engrossam as fileiras de membros com promessas de segurança
dentro da organização. Talvez até consigam manter a associação
por meio de chantagem, coerção ou ameaças; podem ditar
regras e normas aos seus membros, exigir lealdade e apoio financeiro, além
de dominar sobre pessoas sinceras com a tirania da autoridade.
Todas essas ações trazem grande desonra a Jesus Cristo. Depois
de descrever prolongadamente o tipo de conduta que seus verdadeiros seguidores
haveriam de produzir, Jesus advertiu: "Cuidado com os falsos profetas
que vem a vós em pele de ovelha, ao passo que por dentro são
lobos." Ele disse que "tais homens" poderiam ser reconhecidos
pela sua conduta ou pelos seus "frutos", não como uma organização,
mas como pessoas. (Mateus 7:15-20) É por isso que o crescimento organizacional
em si mesmo não mostra as bênçãos ou a aprovação
de Deus, pois Jesus disse que "muitos falsos profetas surgirão
e desencaminharão a muitos." -- Mateus 24:11.
As organizações não são, em si mesmas, erradas.
Podem ser fonte de canalização de coisas tais como tempo, energia
ou dinheiro. No entanto, em mãos erradas, uma organização
religiosa pode usar tais recursos para objetivos outros que não os
que dão honra a Jesus Cristo e sua obra de redenção.
Portanto, se as pessoas dentro de uma organização decidirem
seguir sua consciência, em vez da liderança da organização,
poderão ter sérios problemas com os outros membros da organização.
Nesse caso, os líderes da organização podem fazer ameaças
e taxá-los de "perigosos" para os outros membros, ou até
mesmo expulsá-los. Isso não é novidade. Se os membros
de uma organização religiosa nos odeiam ou nos chamam de "apóstatas"
pelo fato de termos, conscienciosamente, escolhido seguir a Deus e ao seu
Filho, em vez de aos líderes da organização e, em resultado
disso, passam a nos excluir de sua associação, podemos nos lembrar
das palavras reconfortantes de Jesus: "Felizes sois quando homens vos
odiarem, quando vos excluír em e vos insultarem e rejeitarem vosso
nome como mau por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos naquele dia e pulai
de júbilo porque vossa recompensa nos céus é grande."
-- Lucas 6:22, 23, NIV, compare com 3 João 9, 10.
Pedro declarou: "Deus não é parcial, mas em cada nação
o homem que o teme e pratica obras justas é aceitável a Ele."
(Atos 10:34, 35) Paulo acrescentou: "[Deus] não está distante
de cada um de nós." (Atos 17:26-27) Nosso serviço a Deus
pode se dar em qualquer lugar, a qualquer tempo e deve ser feito em base pessoal.
Deus comprou cada um de nós, individualmente, com o sangue de seu Filho.
Ele quer que cada um de nós se arrependa, individualmente, de nossos
pecados e que aceitemos o perdão e que nos acheguemos a Jesus. "Vinde
a mim", disse Jesus, "... e eu vos aliviarei." -- Mateus 11:28.
Para Onde Iremos?
A Bíblia diz que Deus se comunicou com a humanidade através
dos profetas nos tempos pré-cristãos e através de seu
Filho na era cristã. Não há, em qualquer lugar da Bíblia,
a menor evidência que possa até mesmo inferir que Deus tenha
alguma vez estabelecido ou trabalhado usando um pequeno grupo de servos na
qualidade de representantes especiais que regularmente agiam como os administradores
dele, revelando ao restante de seu povo fiel suas mensagens ou seu desejo
expresso. É por isso que não existe sequer uma única
exortação na Bíblia de que os servos de Deus devam identificar
ou demonstrar lealdade ou obediência a um grupo de representantes autorizados
como esse.
Não podemos transferir para outra pessoa nossa responsabilidade pessoal
diante de Deus e, assim como temos visto, uma organização não
pode ser responsabilizada por nada. Paulo disse: "Cada um de nós
renda o que for devido a Deus." (Romanos 14:12) No dia que tivermos que
prestar contas a Deus pelo que fizemos, um registro de lealdade a uma organização
não poderá nunca substituir um excelente registro de fé
em Deus e na resultante conduta cristã para com outros, especialmente
para com os seguidores de Jesus.
As conclusões apresentadas aqui, se aceitas, podem criar um problema
para as pessoas que talvez já estejam cogitando se devem ou não
continuar sua associação com a organização da
Torre de Vigia. Se decidirem sair, talvez comecem a perguntar para onde poderão
ir. Mesmo que discordem seriamente de certas doutrinas da Torre de Vigia,
talvez ainda assim decidam simplesmente continuar dentro da organização,
visto que as conseqüências por deixar a organização,
sobretudo, com base em doutrinas, com certeza incluirão ser rejeitados
pelos amigos e pela própria família, além de vitupério
e tagarelice. Talvez sair da organização não valha o
abuso, especialmente se quem sai vai à procura da "verdade"
em outro grupo ou igreja só para, mais tarde, descobrir que a nova
igreja tem certas doutrinas corretas, mas não "toda a verdade".
Buscar a verdade entre as organizações religiosas pode resultar
em improficuidade e frustração. Porém, essa não
é, certamente, a única e a melhor alternativa. Na verdade, a
decisão não deveria, de modo algum, girar em torno da escolha
de uma das muitas organizações. Por que não?
As publicações da Torre de Vigia ensinam que a verdadeira religião
tem que ensinar toda a verdade, que se apenas um ensinamento for incorreto,
o inteiro bojo de ensino deve ser colocado sob suspeita. Sob a ótica
da Torre de Vigia, a "verdade" consiste de "ensinos corretos"
ou "explanações exatas" que pareçam se ajustar
à realidade, interpretações que podem ser apoiadas ou
"provadas" pelo raciocínio humano, usando referências
bíblicas como apoio da mesma forma que um cientista ou um matemático
talvez tentasse explicar a operação do universo físico
por raciocinar sobre os axiomas ou procedimentos matemáticos que são
considerados como aceitáveis.
Essa abordagem não pode ser usada para se conhecer a Deus. Paulo advertiu
contra essa maneira de se ver o conhecimento: "O conhecimento enfuna,
mas o amor edifica. Se alguém pensa que tem adquirido conhecimento
de algo, ele ainda não [o] conhece como devia conhecer. Mas, se alguém
ama a Deus, este é conhecido por ele." (1 Coríntios 8:1-3)
Paulo torna claro que amar a Deus é muito mais importante do que aquilo
que você sabe sobre os fatos ou sobre as passagens bíblicas.
Nenhuma pessoa ou grupo de pessoas, e, por conseguinte, nenhuma organização,
igreja ou grupo religioso sabe tudo sobre Deus ou seus caminhos. De modo que
ninguém poderá encontrar a "verdade que conduz à
vida eterna" por buscar conhecer a "correta" explanação
de passagens bíblicas ou por "provar" posições
doutrinais. A "verdade", no sentido da Bíblia, não
é encontrada lá.
Jesus disse: "Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vem
ao Pai senão por mim." (João 14:6) Portanto, conhecer a
"verdade" no sentido bíblico deve começar por se formar
uma relação com o filho de Deus, Jesus Cristo, simplesmente
aceitando-o como Salvador, Mediador, Senhor e Rei e por convidá-lo
a fazer parte de sua vida. (1 Coríntios 3:11; Revelação
3:20) Quando muitos dos discípulos de Jesus o deixaram por não
ter entendido alguns de seus ensinamentos, ele perguntou aos doze: "Será
que vós também quereis ir?" Pedro respondeu: "Senhor,
para quem iríamos? Tu tens declarações de vida eterna
e acreditamos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus." Os
apóstolos de Jesus não estavam prestes a abandoná-lo
em busca da "verdade". A resposta de Pedro à pergunta de
Jesus mostra que ele entendia que o problema não era para onde ir,
mas em quem confiar. Os apóstolos sabiam que eles não poderiam
confiar em nenhuma outra pessoa ou grupo de pessoas que pudesse dar-lhes ensinamentos
que conduziriam à vida eterna.
O apóstolo João nos assegura que nos foi dada "capacidade
intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos
em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse
é o verdadeiro Deus e a vida eterna." (1 João 5:20)
João continuou: "Criancinhas, afastai-vos dos ídolos."
(v. 21) Por que essa advertência? Porque é muito fácil
seguir outras pessoas ou sistemas religiosos em vez de seguir a Jesus Cristo.
As publicações da Torre de Vigia fazem referência à
organização nos mesmos termos que a Bíblia usa para se
referir a Jesus Cristo. As Testemunhas dizem que estão na "verdade"
querendo dizer que estão "na organização".
A organização é tida como sendo aquela que administra
"todos os interesses do Rei" na terra, coisas que Jesus disse que
ele próprio iria administrar. Atribuir a uma organização
tal capacidade de ser o canal do espírito de Deus, de bênçãos
e direção, além de ser a única fonte de ensino
puro, de liderança e proteção contra os inimigos, significa
nada mais do que pura idolatria. (Compare com Êxodo 32:4.) E qualquer
pessoa que focalizar sua atenção numa organização
em vez de em Jesus Cristo constitui-se, claramente, num falso profeta.
Não se deixe desencaminhar pelas alegações autoritárias
de qualquer homem ou grupo de homens. Siga apenas a Jesus. Ele é quem
tem "toda a autoridade no céu e na terra." (Mateus 28:18)
Com base nesse firme fundamento, procure associar-se com outros cristãos.
Com certeza, Deus irá ajudá-lo a encontrar outros verdadeiros
cristãos com quem você poderá partilhar a grandiosa alegria
de pertencer a Cristo e de compartilhar o amor dele, sob a orientação
do espírito santo de Deus e da Bíblia para seu bem-estar eterno.
Notas
[1] Esse tipo de organização mundial que recebe relatórios
regulares e também fornece orientação e direção
regulares por meio de um grupo central que está acima dos membros espalhados
por toda a terra não era possível há cerca de dois séculos
atrás. O inteiro conceito de uma "organização internacional"
é algo bem recente, resultado de um amplo desenvolvimento nas comunicações
durante o último século.
[2] A Torre de Vigia compara a arca de Noé à sua organização.
Ela diz que a arca foi a provisão de Deus para a salvação
à qual se dirigiram todos os justos na terra, a fim de serem salvos
da destruição no dilúvio. É interessante notar
que o próprio Noé foi a única pessoa mencionada no registro
bíblico como sendo justo, tanto em Gênesis quanto por Jesus e
Pedro ao se referirem ao dilúvio. (Mateus 24:38; 2 Pedro 2:5) Embora
sua esposa, três filhos e três noras tenham sido salvos do dilúvio
juntamente com Noé, a Bíblia não faz nenhuma questão
de estabelecer que a família de Noé era justa ou que apenas
pessoas justas tiveram a permissão de entrar na arca. Não foi
muito tempo depois, nos dias de Abraão, que Jeová é mencionado
como o Deus de Sem. Pelo menos alguns dos filhos de Noé podem ter sido
poupados quer por causa de Noé ou para dar prosseguimento à
raça humana. Mais tarde, foi oferecida a toda a justa família
de Ló, bem como genros, a possibilidade de salvação da
destruição de Sodoma e Gomorra, mas não demonstraram
qualquer inclinação forte para com a verdadeira adoração.
[3] Na carta, os gentios são encorajados a se abster de "comida
poluída pelos ídolos" e "da carne de animais estrangulados."
Mais tarde, no entanto, Paulo discutiu o assunto de comer carne e outros tipos
de alimento tornando claro que comer ou não comer era uma questão
de consciência e que, para os cristãos, evitar fazer outros tropeçarem
por meio de suas ações era uma questão extremamente motivadora.
Compare com Romanos 14:14, 20, 21; 1 Coríntios 10:19-33.
*Sobre o autor:
Este artigo foi escrito por Tom Cabeen, uma ex-Testemunha de Jeová
que trabalhou na sede mundial da Sociedade Torre de Vigia, em Brooklyn, Nova
Iorque, de 1968 a 1980. Este documento poderá ser copiado e distribuído,
no todo ou em parte, sem a autorização escrita do autor, desde
que não haja nenhuma transação comercial envolvendo ganho.
Quaisquer perguntas ou comentários poderão ser dirigidas em
inglês ao autor, c/o 57 Plains Road, 3rd Floor, Milford, CT 06460-2573
ou por e-mail: tcabeen@brci.org. Os direitos autorais desse documento pertencem
a Thomas W. Cabeen. Copyright © 1994. Todos os Direitos Reservados.
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