MAIS UMA CARTA ENVIADA À SOCIEDADE

Carta enviada por uma irmã para a S T V do Brasil

(nomes e detalhes que possam identificá-la foram omitidos a pedido dela):

XXXXXXXX, 05 de Setembro de 2003.


Prezados irmãos,

Escrevo-lhes a fim de ser sincera com vocês e comigo mesma. Já há algum tempo, estou com uma porção de dúvidas a respeito de muitas coisas e sei que se há alguma resposta para elas, esta só poderá vir de vocês.
Meu nome é XXXXXXXXXXXXX, tenho 20 anos de idade e pertenço à congregação LXXXXXX de XXXXXXX, Bahia. Nasci na verdade, mas sou batizada desde XX/XX/1993, quase 10 anos. Cresci sendo ensinada segundo as regras da Organização e lutei durante toda a minha adolescência contra dúvidas e laços (como todos os irmãos do mundo). O que eu mais prezo na minha vida é minha capacidade de pensar. O raciocínio e a liberdade de pensamento são, a meu ver, os maiores presentes que Jeová nos deu. Sendo assim, acho que todos temos o direito de ter dúvidas e obrigação de procurar respostas para elas. E isso que tenho feito no último ano: parei de fugir das minhas perguntas e me reservei o direito de respondê-las. Gosto de ouvir opiniões de pessoas inteligentes, de seres humanos que tem algo a dizer e tenho feito isso. Ouvi pontos de vista, Ii muitas coisas e observei muito, mas, muito mesmo, a congregação e o funcionamento dela. Agora preciso da resposta de vocês! Peço, por favor e pelo amor de Jeová que considerem com atenção e amor cristão a minha aflição, pois ela tem me feito perder o sono nos últimos meses. Antes de continuar descrevendo-lhes minhas dúvidas gostaria de expressar meu sincero e profundo respeito pela Organização. Passei a minha vida como Testemunha de Jeová e tenho muito carinho, não só pelos irmãos, mas, também por muitos aspectos e arranjos. A questão aqui não é falta de apreço ou de respeito, por favor, não me interpretem mal. Quero apenas ter respostas para as dúvidas, que têm inquietado meu coração e minha consciência:

1. 1 João 4: 7-16: “Continuemos a amar-nos uns ao outros, porque o amor e de Deus... Deus é amor e quem permanece no amor permanece em união com Deus, e Deus permanece em união com ele.”
O amor! E pelo amor que Jesus morreu por nós e foi o amor que ele espalhou e ensinou aqui. Ele disse: “Por meio disto saberão que são meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” O amor ao próximo se resume em desejar o bem de nossos irmãos, estar pronto para ajudar e eliminar qualquer espécie de tagarelice, já que esta fere, machuca e leva a um pré-julgamento, que não cabe a ninguém fazer (Luc. 6:37). No entanto, em todas as congregações ao invés do amor, o que mais observo é a tagarelice. Os irmãos se concentram em torno da vida dos outros, fazendo comentários e espalhando fofoquinhas, como se predominasse um desejo oculto de ver o outro cair para poder dizer: Eu não disse?” Isso não acontece só na minha congregação, mas pelo que tenho observado em conversas com amigos, em todas as congregações, de todos os lugares, grandes ou pequenos. Pessoalmente, sou alvo constante desse tipo de fofoca e me sinto profundamente desrespeitada por aqueles que deveriam ser meus ajudadores. Tenho algumas amizades de não testemunhas e observo o respeito que eles me devotam. Os pais de meus amigos mundanos me têm em alta conta, consideram-me boa companhia para seus filhos, e nunca duvidaram de minha boa conduta e do bom nome que tanto me esforço para manter. No entanto, aqueles que chamo de irmãos julgam-me sem conhecer, falam do que não sabem e do que não existe e difamam a boa imagem que tanto prezo.Diante disso me pergunto: Onde está o amor cristão que Jesus tanto pregou? Onde está o amor identificador dos verdadeiros discípulos? Não tenho visto. Gostaria de saber a opinião de vocês a respeito disso.

2. João 8:32: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.Acredito que os irmãos hão de concordar comigo em minha opinião de que a verdade é inabalável e perfeitamente reconhecida pelo raciocínio lógico. Temos a capacidade de ouvir, ver e pensar sobre o que vemos e ouvimos. Nosso raciocínio é um direito dado por Jeová e tende justamente a buscar a verdade. Sendo assim, não entendo a maneira como nós, Testemunhas de Jeová, temos que nos isolar das pessoas, pensamentos, informações e tudo mais a nossa volta. A impressão que tenho é que nossa fé é tão vulnerável e frágil que a qualquer contato externo ela desmoronará. E como pode uma fé baseada na verdade desmoronar assim tão facilmente?

3. A bíblia fala claramente sobre não termos associação alguma com iníquos e anticristos. Entendo isso perfeitamente. Mas, Jeová nos concedeu uma coisa chamada livre-arbítrio. Existem pessoas boas, que acreditam em Jeová e em seu Filho, que fazendo uso do seu direito concedido por Jeová e por motivos pessoais, decidem sair da Organização e se dissociam. Não consigo entender a posição de isolar estas pessoas. Será justo punir alguém com desprezo e isolamento emocional só porque este fez uso do seu direito de escolha concedido por Jeová Deus?

4. O livro “Adore o único Deus Verdadeiro” lançado no Congresso de 2002 veio em substituição ao antigo “Unidos na adoração do único Deus Verdadeiro”. A maior característica das Testemunhas de Jeová é a abstenção de sangue. Sempre considerei este como sendo um dos conceitos básicos da Organização e, no entanto, notei que no novo livro o inteiro capítulo sobre a questão foi retirado. Este livro veio para o ensino bíblico em continuação ao “Conhecimento que conduz a Vida Eterna”. Como é que pode ter sido retirado um capítulo inteiro sobre o assunto? Por quê? Lendo a Bíblia, eu estava observando os textos que falam sobre isso e estava pensando sobre algo: Jesus resumiu TODAS as leis do antigo Israel em apenas duas: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Estas são as leis que Cristo deixou. Como se sabe a bíblia contém muitos conselhos de higiene e saúde, tanto nas Escrituras gregas como nas Hebraicas. Observando Atos 15:28,29, notei que o apóstolo enumera algumas coisas das quais os Cristãos deveriam fugir: coisas sacrificadas a ídolos, sangue (aqui referindo-se apenas ao costume de ingerir sangue), coisas estranguladas e fornicação (porneia, imoralidade). Ele coloca como dependendo da abstenção de tais coisas a PROSPERIDADE dos cristãos e deseja boa saúde. Gostaria de saber onde então entra nesta questão a transfusão de sangue que só surgiu recentemente e sobre a qual não há nenhuma referência bíblica direta? E por que o capítulo sobre o sangue foi retirado do novo livro?


5. Gostaria também de saber qual é a atual posição da organização a respeito de os Estados Unidos e a Inglaterra serem a sétima potência mundial. A Inglaterra já não tem mais a mesma força no cenário Internacional, por exemplo, o Japão possui maior poder econômico. Então, como pode ser isso?


6. Quando eu era pequena ficava me perguntando por que era proibido comemorar aniversários. Meus pais sempre me explicaram, mas nunca ficou claro para mim. Não há base bíblica direta sobre este assunto e pelo que entendo, ele é baseado em suposições e interpretações de passagens bíblicas. Gen. 40:20 e Mat. 14:6 em nada afirmam que os cristãos não deveriam comemorar aniversários. O que existe são relatos de ocasiões em que aconteceram coisas ruins patrocinadas por homens iníquos, acontecidas em festas de aniversário, mas, que poderiam ter acontecido em qualquer outra ocasião. O fato de Jesus ter dito que o dia da morte era melhor que o dia do nascimento também não indica nada. Há alguma outra norma base ou indicação que eu não conheça?


7. A data de 1914 é colocada como inicio do governo de Cristo nos céus e pelo que sei, chega-se a esse ano através dos cálculos que convertem os 2520 dias de Daniel em 2520 anos e contá-los à partir da destruição de Jerusalém em 607 AEC. Gostaria de saber em que se baseia a data de 6O7AEC como sendo a data da destruição de Jerusalém. Pelo que pesquisei, não existe nenhuma referência histórica ligando o acontecimento à data. Ao contrário, os historiadores apontam para uma data 20 anos mais tarde. Isso nunca chegou ao conhecimento de vocês? Não houve nenhum esforço em se buscar apoio histórico e arqueológico para a data? De onde surgiu a importância do ano 607 AEC? Ainda com relação a cálculos de datas, a prática de se usar um dia por um ano, vem sendo usada desde o primeiro século da EC por rabinos judaicos. Vários outros religiosos já usaram o método e pelo que soube, Russel primeiro entrou em contato com os cálculos dos 7 tempos de Daniel através dos adventistas. Isso é verdade?


8. Gostaria de saber também por que nunca houve nenhum pronunciamento da sociedade a respeito do erro sobre 1975. andei lendo publicações desta época e por mais que se tenha dito mais tarde que o erro foi de interpretação por parte do leitor, as revistas deixam implicito que o armagedon viria nesta data. Por que nunca houve reconhecimento público de tais erros? Por que o assunto foi ignorado?


9. Por último, gostaria de considerar a questão que para mim é a mais importante: são mundialmente conhecidas as ondas de violência de que foram vítimas os irmãos em Malauí. A razão era que se recusavam a comprar a carteira do partido político que governava o país. A compra desta carteira, não significava tomar partido político (já que havia apenas 1), mas, obedecer ao governo central. Por causa da recusa, mulheres foram violentadas, crianças e adultos assassinados e famílias inteiras perderam seus lares. Apesar da falta de apoio bíblico claro para tal posição, a sociedade considerou como sendo errada a compra da carteira, por envolver isso um suposto envolvimento politico. Ao mesmo tempo, no México, os irmãos passavam por outro problema comum: o alistamento militar. Lá quem não fazia o curso militar, não recebia o certificado de apresentação e não podia,dentre outras coisas, tirar passaporte. Para evitar esse problema, muitos preferiam subornar os funcionários, para se obter ilegalmente o certificado. Era uma prática comum e fácil de ser realizada. Tornou-se comum também entre os irmãos, e a Sociedade tratou como caso de consciência pessoal. Em Malauí milhares de pessoas sofreram por obedecer a uma ordem que não tinha base bíblica, enquanto no México foi permitida uma prática totalmente ilegal. Por que? Onde está aí o amor cristão e a justiça que Jesus pregou? Jesus disse: “Pagai a César as coisas de César e a Deus as coisas de Deus”. Eu imploro que me expliquem como pode ser isso. Mesmo que digam que houve um erro, estamos falando de milhares de pessoas mortas, estupradas, torturadas, roubadas, tudo para que não fossem acusadas de envolvimento com a política, enquanto em outro país, irmãos, com o conhecimento da sociedade infringiam o conceito moral básico de honestidade para obter um
certificado que afirmava que eles haviam prestado serviço militar e eram reservistas. Não é isso sim se envolver com militarismo e política? E aqueles que sofreram por desobedecer uma lei dada a todos os cidadãos de Malauí? O que aconteceu?

10. Ainda falando sobre o México, soube que durante décadas a Sociedade lá apresentava-se como entidade cultural. Para isso os irmãos não usavam a bíblia ao pregar de casa em casa e não oravam nem entoavam cânticos nas reuniões. A razão para isso é que o governo não permitia que entidades religiosas comprassem ou vendessem propriedades. Para assegurar o direito sobre seus bens a Sociedade optou por abrir mão do uso da Bíblia, de orações e cânticos, coisas básicas para os primeiros cristãos. Por quê? E o princípio bíblico de não apegar-se a coisas materiais, colocar o reino em primeiro lugar?
Eu peço a vocês que não me mterpretem mal. Eu não quero confundir ninguém e muito menos desafiar a Organização. Também não quero falar destas minhas dúvidas com outros irmãos, para não semear dúvidas. Não quero que me vejam como rebelde. Peço atenção a meu conflito e resposta para minhas perguntas, para acalmar meu coração e minha consciência.

Que a benção de Jeová Deus esteja com vocês!

Sinceramente,
xxxxxxxxxxxxx

RESPOSTA DA ATCJ PARA A CARTA ACIMA:

ASSOCIAÇÃO DAS
TESTEMUNHAS CRISTÃS DE JEOVA

Rodovia SP-141, km 43, Cesário Lange, SP, Brasil
Correspondência: Caixa Postal 201, 18270-970 Tatuí, SP, Brasil Telefone/fax: (0XX15) 246-1835
SDE:SSE 18 de setembro de 2003

XXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXX
XXXXXXXX, BA
XXX00-000

Prezada irmã XXXXX:

Recebemos sua carta de 5 do corrente, na qual apresenta diversas dúvidas que a têm incomodado e para as quais solicita respostas. Agradecemos a confiança na organização de Jeová, sendo que desejamos auxiliá-la.

O livre-arbítrio tem sido chamado de “maravilhosa dádiva”, e a acompanhante habilidade do raciocínio também deve ser muito prezada. O motivo principal para isso é que fomos criados ‘à imagem e semelhança’ de nosso Criador, Jeová, e é este o motivo principal de querermos fazer bom uso de tais capacidades. (Gên. 1:26; Rom. 14:7, 8) Porém, diferente de Jeová, nosso raciocínio tem sido contaminado tanto pela imperfeição como pelo mundo iníquo à nossa volta. Assim, não é de estranhar que já no primeiro século fosse necessário se ‘trazer todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo’. (2 Cor. 10:5; it-3, p. 194) Portanto, deixar-nos amoldar pelo modo de Jeová pensar é a melhor forma de usarmos nosso livre-arbítrio. — Isa. 48:17, 18; Pro. 9:10.

É verdade que em algumas congregações pode haver casos de tagarelice prejudicial. Porém, a existência desse mal costume (o qual deve receber atenção dos anciãos para ser eliminado) não anula o que é dito em João 13:34, 35. O tipo de amor mencionado ali se refere à qualidade que nos distingue das religiões da cristandade, visto que estas não têm escrúpulos quanto a participarem em guerras, cometerem abortos, etc. De outro modo, como poderíamos encarar o cristianismo do primeiro século com base no relato de Ato 15:36-39?

Outra qualidade muito louvável, e que faz ótima parceria com o livre-arbítrio, é a razoabilidade. (Fil. 4:5) Ela nos ajuda a ver que, à medida que ‘não fazemos parte do mundo’ (motivo pelo qual não devemos nos envolver indevidamente com ele ou seus membros), há a necessidade de equilíbrio, pois, do contrário, ‘teríamos realmente de sair do mundo’. (João 17:14; 1 Cor. 5:10) Com tal demonstração de razoabilidade poderemos ‘fazer uso do mundo’, mas “como os que não o usam plenamente”. Afinal, “está mudando a cena deste mundo”. — 1 Cor. 7:3 1.

Quando uma Testemunha decide de sua livre vontade deixar o caminho da verdade, os anciãos respeitam isso e fazem um breve anúncio da dissociação a fim de que a congregação saiba que tal pessoa ‘saiu do nosso meio’. (1 João 2:19) A congregação deve aderir então à injunção inspirada de ‘não receber a tal nos seus lares, nem o cumprimentar, para que não se torne partícipe das suas obras iníquas’. (2 João 10, 11; w85 1/4, p. 32) Apesar da pessoa ter liberdade de decidir não ser mais Testemunha de Jeová, tal atitude da congregação para com ela (em obediência à ordem bíblica) também serve como “censura da parte da” congregação, induzindo-a amorosamente ao arrependimento com o fim de ser ‘perdoada e consolada’, recebendo então a ‘confirmação do nosso amor por ela’. (2 Cor. 2:6-8) Não seria essa uma ótima forma de fazermos bom uso da dádiva de nosso livre-arbítrio, ou seja, decidirmos agir nos melhores interesses eternos de nossos semelhantes?

XXXXXXXXXXXX SDE:SSE 18/9/03, página 2


Ademais, poder usar a chamada “liberdade de pensamento” acarreta a responsabilidade de a usarmos com sabedoria, perspicácia e discernimento. Afinal, quem preza tomar decisões pessoais deve chegar ao ponto excelente de tirar conclusões acertadas com base nos elementos que possui, não é mesmo? E o que ocorre com a questão do sangue, celebrações natalícias e outras. Diante das informações bíblicas sobre tais assuntos a pessoa de discernimento tem a capacidade de captar, compreender, qual a indicação do espírito santo, qual a vontade de Jeová sobre o assunto. Ou seja, quem deseja determinada liberdade para pensar deve mostrar-se maduro o suficiente para, à medida que usa “suas faculdades perceptivas treinadas”, possa “distinguir tanto o certo como o errado”. (Heb. 5:11-14) Assim, a resposta às suas perguntas sobre tais pontos está ao seu próprio alcance, uma vez peça a Jeová que a ajude a discernir qual é a vontade Dele sobre estas coisas. (Rom. 12:2) O mesmo discernimento pode ser obtido quando se estuda a obra Estudo Perspicaz das Escrituras (it), volume 1, página 613, sobre as datas fundamentais. Quando se observa ali que é consenso que Babilônia foi derrubada por Ciro em 539 AEC, com a conseqüente saída dos judeus em 537 AEC, a pessoa de discernimento reconhece que Jerusalém foi destruída em 607 AEC, 70 anos antes do retorno daquela nação. —Jer. 25:11; Zac. 7:5; Dan. 9:2.

Por último, a irmã diz ter pesquisado, sabido de certas fontes não mencionadas, e até mesmo obtido opiniões de “pessoas inteligentes” com o intuito de dirimir suas dúvidas. É um direito que lhe assiste. Contudo, tais fontes de consulta seriam Testemunhas de Jeová de confiança, ativas no ministério cristão, exemplares, cujo modo de vida vale a pena imitar? Ou tratar-se-iam de pessoas que, por algum motivo, não fazem questão das elevadas normas bíblicas de moral e conduta nem pautam suas vidas por elevados princípios bíblicos? Levam tais “fontes” uma vida exemplar, a qual poderia copiar, aumentando assim a qualidade de sua relação pessoal com Jeová? (1 Cor. 11:1; Heb. 13:7) Ou seriam pessoas que se enquadram no que está sendo apresentado na série de congressos deste ano, a saber, promotores da “voz de estranhos”? (João 10:5) Muitas dessas pessoas utilizam-se de diversos veículos noticiosos (tais como a Internet e a mídia em geral) para promoverem suas opiniões pervertidas, até mesmo mentindo contra o povo de Jeová, ou apresentando ‘meias verdades’ com o único objetivo de gerar dúvidas, medo e insegurança em corações incautos. Tais pessoas nunca apresentam uma alternativa de valor para os que lhes dão ouvidos. Os que caem vítimas deles, às vezes, acabam se encontrando numa vida vazia, sem esperança e amor próprio, sem a alegria e a felicidade que os fiéis servos de Jeová usufruem. Não é à toa que a conversa deles é chamada de “falatórios vãos” e comparada à “gangrena”! —2 Tim. 2:16, 17; 1 Tim. 1:4.

Esteja certa que não a interpretamos mal. Como jovem amadurecida, sabe que pode ‘andar nos caminhos de seu coração’ e que é responsável por eles, motivo pelo qual “o verdadeiro Deus [a] levará a juízo’. (Ecl. 1 1;9) De nossa parte, procuramos agir como dito em Judas 22, 23. Para tanto, anexamos cópias de alguns artigos de nossas publicações, as quais recebemos do “escravo fiel e discreto”, para fornecer-lhe um contraponto equilibrado para que forme sua própria opinião sobre os assuntos(*). (Mat. 24:4547) Lembre, também, que numa ocasião em que os discípulos se depararam com uma dúvida crucial a respeito de Jesus, mesmo sem terem plena compreensão do assunto tiveram a atitude correta ao dizerem: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” — João 6:48-69.

Desejamos que a consideração acima lhe seja de auxílio. Sugerimos que recapitule o teor desta carta com oração, conferindo todos os textos e referências citadas, meditando sobre seu conteúdo e fazendo uma aplicação pessoal. Além disso, não tenha receio de pedir ajuda aos anciãos congregacionais, ‘pois vigiam sobre as nossas almas como quem há de prestar contas’. (Heb. 13:17) Desta forma poderá mostrar que ‘lembra-se de seu Grandioso Criador nos dias da sua juventude’ fazendo com que ‘seus olhos radiantes mirem diretamente para diante de si, aplanando o rumo de seu pé, tornando firmemente estabelecidos todos os seus próprios caminhos’. (Ecl. 11:10-12:1; Pro. 4:25-27) Assegure-se de nossas orações em seu favor.

Seus irmãos,

(*)Obs: as xerox anexadas foram: g 22/06/00 pp8-11 ; w 15/03/86 pp10-15 ; w 01/04/95 pp 26-29 e g 22/08/90 pp. 5-7

Nota do autor deste site: Visto que a STV ignorou algumas das perguntas feitas pela jovem, esta escreveu novamente em setembro de 2003 e até esta data, julho de 2004, a STV não respondeu.

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