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MAIS
UMA CARTA ENVIADA À SOCIEDADE |
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Carta enviada por uma irmã para a S T V do Brasil (nomes e detalhes que possam identificá-la foram omitidos a pedido dela): XXXXXXXX, 05 de Setembro de 2003.
Escrevo-lhes
a fim de ser sincera com vocês e comigo mesma. Já há algum
tempo, estou com uma porção de dúvidas a respeito de
muitas coisas e sei que se há alguma resposta para elas, esta só
poderá vir de vocês. 1.
1 João 4: 7-16: “Continuemos a amar-nos uns ao outros, porque
o amor e de Deus... Deus é amor e quem permanece no amor permanece
em união com Deus, e Deus permanece em união com ele.” 2.
João 8:32: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.Acredito
que os irmãos hão de concordar comigo em minha opinião
de que a verdade é inabalável e perfeitamente reconhecida pelo
raciocínio lógico. Temos a capacidade de ouvir, ver e pensar
sobre o que vemos e ouvimos. Nosso raciocínio é um direito dado
por Jeová e tende justamente a buscar a verdade. Sendo assim, não
entendo a maneira como nós, Testemunhas de Jeová, temos que
nos isolar das pessoas, pensamentos, informações e tudo mais
a nossa volta. A impressão que tenho é que nossa fé é
tão vulnerável e frágil que a qualquer contato externo
ela desmoronará. E como pode uma fé baseada na verdade desmoronar
assim tão facilmente?
3. A bíblia fala claramente sobre não termos
associação alguma com iníquos e anticristos. Entendo
isso perfeitamente. Mas, Jeová nos concedeu uma coisa chamada livre-arbítrio.
Existem pessoas boas, que acreditam em Jeová e em seu Filho, que fazendo
uso do seu direito concedido por Jeová e por motivos pessoais, decidem
sair da Organização e se dissociam. Não consigo entender
a posição de isolar estas pessoas. Será justo punir alguém
com desprezo e isolamento emocional só porque este fez uso do seu direito
de escolha concedido por Jeová Deus? 4. O livro “Adore o único Deus Verdadeiro” lançado no Congresso de 2002 veio em substituição ao antigo “Unidos na adoração do único Deus Verdadeiro”. A maior característica das Testemunhas de Jeová é a abstenção de sangue. Sempre considerei este como sendo um dos conceitos básicos da Organização e, no entanto, notei que no novo livro o inteiro capítulo sobre a questão foi retirado. Este livro veio para o ensino bíblico em continuação ao “Conhecimento que conduz a Vida Eterna”. Como é que pode ter sido retirado um capítulo inteiro sobre o assunto? Por quê? Lendo a Bíblia, eu estava observando os textos que falam sobre isso e estava pensando sobre algo: Jesus resumiu TODAS as leis do antigo Israel em apenas duas: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Estas são as leis que Cristo deixou. Como se sabe a bíblia contém muitos conselhos de higiene e saúde, tanto nas Escrituras gregas como nas Hebraicas. Observando Atos 15:28,29, notei que o apóstolo enumera algumas coisas das quais os Cristãos deveriam fugir: coisas sacrificadas a ídolos, sangue (aqui referindo-se apenas ao costume de ingerir sangue), coisas estranguladas e fornicação (porneia, imoralidade). Ele coloca como dependendo da abstenção de tais coisas a PROSPERIDADE dos cristãos e deseja boa saúde. Gostaria de saber onde então entra nesta questão a transfusão de sangue que só surgiu recentemente e sobre a qual não há nenhuma referência bíblica direta? E por que o capítulo sobre o sangue foi retirado do novo livro?
10.
Ainda falando sobre o México, soube que durante décadas a Sociedade
lá apresentava-se como entidade cultural. Para isso os irmãos
não usavam a bíblia ao pregar de casa em casa e não oravam
nem entoavam cânticos nas reuniões. A razão para isso
é que o governo não permitia que entidades religiosas comprassem
ou vendessem propriedades. Para assegurar o direito sobre seus bens a Sociedade
optou por abrir mão do uso da Bíblia, de orações
e cânticos, coisas básicas para os primeiros cristãos.
Por quê? E o princípio bíblico de não apegar-se
a coisas materiais, colocar o reino em primeiro lugar? Que a benção de Jeová Deus esteja com vocês! Sinceramente, RESPOSTA DA ATCJ PARA A CARTA ACIMA: ASSOCIAÇÃO
DAS XXXXXXXXXXXXXX Prezada irmã XXXXX: Recebemos sua carta de 5 do corrente, na qual apresenta diversas dúvidas que a têm incomodado e para as quais solicita respostas. Agradecemos a confiança na organização de Jeová, sendo que desejamos auxiliá-la. O livre-arbítrio tem sido chamado de “maravilhosa dádiva”, e a acompanhante habilidade do raciocínio também deve ser muito prezada. O motivo principal para isso é que fomos criados ‘à imagem e semelhança’ de nosso Criador, Jeová, e é este o motivo principal de querermos fazer bom uso de tais capacidades. (Gên. 1:26; Rom. 14:7, 8) Porém, diferente de Jeová, nosso raciocínio tem sido contaminado tanto pela imperfeição como pelo mundo iníquo à nossa volta. Assim, não é de estranhar que já no primeiro século fosse necessário se ‘trazer todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo’. (2 Cor. 10:5; it-3, p. 194) Portanto, deixar-nos amoldar pelo modo de Jeová pensar é a melhor forma de usarmos nosso livre-arbítrio. — Isa. 48:17, 18; Pro. 9:10. É verdade que em algumas congregações pode haver casos de tagarelice prejudicial. Porém, a existência desse mal costume (o qual deve receber atenção dos anciãos para ser eliminado) não anula o que é dito em João 13:34, 35. O tipo de amor mencionado ali se refere à qualidade que nos distingue das religiões da cristandade, visto que estas não têm escrúpulos quanto a participarem em guerras, cometerem abortos, etc. De outro modo, como poderíamos encarar o cristianismo do primeiro século com base no relato de Ato 15:36-39? Outra qualidade muito louvável, e que faz ótima parceria com o livre-arbítrio, é a razoabilidade. (Fil. 4:5) Ela nos ajuda a ver que, à medida que ‘não fazemos parte do mundo’ (motivo pelo qual não devemos nos envolver indevidamente com ele ou seus membros), há a necessidade de equilíbrio, pois, do contrário, ‘teríamos realmente de sair do mundo’. (João 17:14; 1 Cor. 5:10) Com tal demonstração de razoabilidade poderemos ‘fazer uso do mundo’, mas “como os que não o usam plenamente”. Afinal, “está mudando a cena deste mundo”. — 1 Cor. 7:3 1. Quando uma Testemunha decide de sua livre vontade deixar o caminho da verdade, os anciãos respeitam isso e fazem um breve anúncio da dissociação a fim de que a congregação saiba que tal pessoa ‘saiu do nosso meio’. (1 João 2:19) A congregação deve aderir então à injunção inspirada de ‘não receber a tal nos seus lares, nem o cumprimentar, para que não se torne partícipe das suas obras iníquas’. (2 João 10, 11; w85 1/4, p. 32) Apesar da pessoa ter liberdade de decidir não ser mais Testemunha de Jeová, tal atitude da congregação para com ela (em obediência à ordem bíblica) também serve como “censura da parte da” congregação, induzindo-a amorosamente ao arrependimento com o fim de ser ‘perdoada e consolada’, recebendo então a ‘confirmação do nosso amor por ela’. (2 Cor. 2:6-8) Não seria essa uma ótima forma de fazermos bom uso da dádiva de nosso livre-arbítrio, ou seja, decidirmos agir nos melhores interesses eternos de nossos semelhantes? XXXXXXXXXXXX SDE:SSE 18/9/03, página 2
Por último, a irmã diz ter pesquisado, sabido de certas fontes não mencionadas, e até mesmo obtido opiniões de “pessoas inteligentes” com o intuito de dirimir suas dúvidas. É um direito que lhe assiste. Contudo, tais fontes de consulta seriam Testemunhas de Jeová de confiança, ativas no ministério cristão, exemplares, cujo modo de vida vale a pena imitar? Ou tratar-se-iam de pessoas que, por algum motivo, não fazem questão das elevadas normas bíblicas de moral e conduta nem pautam suas vidas por elevados princípios bíblicos? Levam tais “fontes” uma vida exemplar, a qual poderia copiar, aumentando assim a qualidade de sua relação pessoal com Jeová? (1 Cor. 11:1; Heb. 13:7) Ou seriam pessoas que se enquadram no que está sendo apresentado na série de congressos deste ano, a saber, promotores da “voz de estranhos”? (João 10:5) Muitas dessas pessoas utilizam-se de diversos veículos noticiosos (tais como a Internet e a mídia em geral) para promoverem suas opiniões pervertidas, até mesmo mentindo contra o povo de Jeová, ou apresentando ‘meias verdades’ com o único objetivo de gerar dúvidas, medo e insegurança em corações incautos. Tais pessoas nunca apresentam uma alternativa de valor para os que lhes dão ouvidos. Os que caem vítimas deles, às vezes, acabam se encontrando numa vida vazia, sem esperança e amor próprio, sem a alegria e a felicidade que os fiéis servos de Jeová usufruem. Não é à toa que a conversa deles é chamada de “falatórios vãos” e comparada à “gangrena”! —2 Tim. 2:16, 17; 1 Tim. 1:4. Esteja certa que não a interpretamos mal. Como jovem amadurecida, sabe que pode ‘andar nos caminhos de seu coração’ e que é responsável por eles, motivo pelo qual “o verdadeiro Deus [a] levará a juízo’. (Ecl. 1 1;9) De nossa parte, procuramos agir como dito em Judas 22, 23. Para tanto, anexamos cópias de alguns artigos de nossas publicações, as quais recebemos do “escravo fiel e discreto”, para fornecer-lhe um contraponto equilibrado para que forme sua própria opinião sobre os assuntos(*). (Mat. 24:4547) Lembre, também, que numa ocasião em que os discípulos se depararam com uma dúvida crucial a respeito de Jesus, mesmo sem terem plena compreensão do assunto tiveram a atitude correta ao dizerem: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” — João 6:48-69. Desejamos que a consideração acima lhe seja de auxílio. Sugerimos que recapitule o teor desta carta com oração, conferindo todos os textos e referências citadas, meditando sobre seu conteúdo e fazendo uma aplicação pessoal. Além disso, não tenha receio de pedir ajuda aos anciãos congregacionais, ‘pois vigiam sobre as nossas almas como quem há de prestar contas’. (Heb. 13:17) Desta forma poderá mostrar que ‘lembra-se de seu Grandioso Criador nos dias da sua juventude’ fazendo com que ‘seus olhos radiantes mirem diretamente para diante de si, aplanando o rumo de seu pé, tornando firmemente estabelecidos todos os seus próprios caminhos’. (Ecl. 11:10-12:1; Pro. 4:25-27) Assegure-se de nossas orações em seu favor. Seus irmãos, (*)Obs: as xerox anexadas foram: g 22/06/00 pp8-11 ; w 15/03/86 pp10-15 ; w 01/04/95 pp 26-29 e g 22/08/90 pp. 5-7 Nota
do autor deste site: Visto que a STV ignorou algumas das perguntas feitas
pela jovem, esta escreveu novamente em setembro de 2003 e até esta
data, julho de 2004, a STV não respondeu. |
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